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Lojistas pedem ampliação do horário de funcionamento do comércio em SP

1 de jul. de 2020
2 min de leitura

Atualizado: 26 de mai. de 2021

Com movimento fraco na reabertura, entidades defendem que abrir por 4 horas não é suficiente para garantir boas vendas


Comerciantes adotaram normas de higiene e segurança dentro dos estabelecimentos – Foto: Amanda Perobelli/Reuters


Por Raquel Barreto

“Reabrir o comércio foi uma atitude prematura”, define o vereador Antônio Donato (PT-SP) após o fracasso da retomada das atividades comerciais na capital paulista no início de junho. Representantes do setor registraram queda de 60% no movimento de clientes e redução de 70% no faturamento.


“As pessoas não têm renda para comer e quem tem renda vai adiar a sua compra”, argumenta Donato, que defende medidas de apoio aos pequenos empreendedores. “A solução para isso é cobrar o crédito, e o governo federal liberou R$ 1,2 trilhão para os bancos e esse dinheiro não chegou na ponta, crédito barato e de longo prazo”.


Mas Nabil Sahyoun, presidente da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), acredita que o problema está relacionado a restrição do horário de funcionamento definido pela Prefeitura. Os estabelecimentos podem ficar abertos durante 4 horas por dia, entre 6h e 10h ou 16h e 20h. “Do ponto de vista do lojista, do ponto de vista financeiro, de venda, não vai fechar a conta, é impossível com quatro horas, é prejuízo na certa”, disse em entrevista à CNN Brasil.


Além dele, o assessor econômico da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), Guilherme Dietze, também estava na entrevista e reconheceu que o protocolo adotado pelo município é importante para não sobrecarregar o transporte coletivo, mas afirmou que as entidades ligadas ao comércio vão continuar negociando um tempo maior de funcionamento.


“Ainda haverá esse diálogo com a Prefeitura”, adiantou Dietze. “Para a gente conseguir passar para uma nova fase, ou seja, ampliar esse horário de abertura e com isso os varejistas ficarem mais tranquilos e com potencial de venda maior”.


Essa negociação estava prevista para acontecer junto ao presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Eduardo Tuma (PSDB), que foi um dos principais articuladores da retomada das atividades econômicas na cidade.


Duas horas a mais

O governo de São Paulo permitiu a ampliação do horário de funcionamento do comércio nos municípios que estão na fase laranja do plano de flexibilização da quarentena. A mudança é opcional e os estabelecimentos poderão funcionar por seis horas diárias em quatro dias da semana.



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